Ensaio sobre visões

Há um choque de visões sobre o que fazer da sua vida quando você se dá conta que algo tem de ser feito. Somos bombardeados desde nossa infância que o céu é o limite para as nossas conquistas, que podemos chegar onde quisermos. Mas se as possibilidades são infinitas, qual caminho devemos escolher? Sem saber para onde ir e como começar, vagamos por uma selva de pedra tentando nos distrair em shoppings, festas e lugares onde encontramos mais pessoas com os mesmos conflitos, trazendo um pouco de conforto. Mas sabemos que no fundo, estamos tratando os sintomas de uma mente sem objetivos e não estamos correndo atrás do que realmente importa, e assim decidimos encontrar um certo sentido no nosso tempo. Quando essa busca começa, o que menos falta são pessoas para dizer como você tem que viver e agir, mesmo que elas não façam nada do que recomendam, é importante no mínimo compartilhar sua frustração em não conseguir fazer. Encontramos em revistas, frases com verbos no imperativo, “seja isto” ou “compre já aquilo”, pessoas ao nosso redor recomendam remédios da “alegria” sem ter o mínimo grau de formação na área de saúde, e ainda assim, dopados e com a cabeça cheia de informação, tentamos nos desprender de tudo que nos mantém estagnados para encontrar uma razão maior de fazer parte de uma sociedade. O medo de errar o caminho e perceber só no final da vida que você procurava algo completamente diferente aterroriza qualquer um. A maior fraqueza de um homem é a dúvida, principalmente sobre este assunto, onde não existe uma fórmula que se aplique para a autorrealização.
Estudar para ser alguém? Quem eu sou agora, ninguém?

Estudar para ser alguém? Quem eu sou agora, ninguém?

 
Mas sabemos o que não queremos, não queremos seguir o caminho de nossos antepassados, que vendiam suas habilidades para uma empresa pelo resto de suas vidas, com uma visão mais voltada para seus filhos, esperando que eles sejam o que não foram, menos frustrados, mais ousados. Não queremos colher os frutos de nosso trabalho no final de nossa vida, queremos saborear o presente, e não deixar que o futuro incerto acabe com nossas expectativas de que o amanhã sempre será melhor que hoje.
Infelizmente a grande expectativa depositada em nós, levam para o caminho que tanto tentaram desviar, entramos em uma realidade que não queríamos, chegamos a pensar que caímos de paraquedas neste cenário que não condiz com a nossa personalidade.
Ser “o que quiser” parece assustador ao nossos olhos, entretanto, não escolher buscar um sentido para vida também é uma escolha, como diria o velho ditado: “quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve.”
Não tenho todas as respostas que preciso, e vejo como meu modo de viver a busca por elas. Recusar-se a obter um “pacote de valores” pronto para ser integrado a sua mente é trilhar seu próprio caminho, mesmo que seja repleto de erros, que seja autêntico e verdadeiro,  embora isso vá contra as expectativas das pessoas ao seu redor, estar bem com seu eu interior é estar bem com quem você convive, é esperar menos e agir mais, é ter sabedoria para saber o que mudar e o que aceitar em nosso mundo.
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