O ataque

“Após a quarte noite sem dormir, estava claro que alguém ou algo vinha me observando.
Decidi me virar lentamente debaixo das cobertas para ficar de frente para a janela. Eu sentia aquela presença fazendo meu corpo ficar estático e o coração disparar. Criei coragem e deixei espaço suficiente para um olho a vigiar, tentando observar a criatura. Aliviado, não encontrei, nada além de árvores dançando com o vento que levava um ar fresco para dentro do quarto.
Era seguro já se destapar, pelo menos a parte superior do corpo, confirmei mais uma vez se nada poderia me atacar ao meu redor, mas cansado e depois de tantos dias sem dormir, não resisti a fechar os olhos e tentar dormir.
Por pouco tempo.
Fui acordado por um barulho grave e constante sobre minha cabeça, entrei em pânico e decidi não me mexer para evitar qualquer movimento brusco que denunciasse eu estar acordado, sinto que fui espetado na nuca, rezei tanto para aquele momento passar, mas parecia uma eternidade. O ataque havia adormecido onde penetrava, estranhamente não senti dor, parecia que se alimentava de mim de alguma forma, Deus, que agonia.
Quando satisfeita, a agulha subia para fora lentamente, dando a entender que voltaria por mais, logo em seguida, o barulho foi se distanciando até tornar-se silêncio novamente.”

– Então Doutor, o que devo fazer?
– Vou te receitar um repelente.

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