Rinites e “ites”

Mais uma noite em que meu sono é interrompido, mais uma vez as minhas narinas se fecham subitamente na madrugada. Ainda antes de acordar, minha boca se abre para compensar minha congestão nasal e meus sonhos que estavam em harmonia com o “caos ordenado”, parecem cair dentro de um liquidificador sem tampa na potência máxima, misturando meus pensamentos, medos e agonias e após serem jogados para fora durante aquela linha tênue entre acordar e seguir dormindo. A batalha segue incansavelmente, por fora, minha boca já seca engole o vazio junto a profundas respirações que desperta uma sede indomável, por dentro, um corre-corre desgraçado entre cenários confusos, desejos insaciáveis, e chuvas que não molham nada.
São 4 horas da manhã, e eu acordo desesperado, passando a língua pelos lábios rachados e tentando inspirar o mais forte possível, mas sem sucesso. Uso meu descongestionante e mato minha sede dando goles desesperados de água, faço um esforço para calcular quanto tempo falta para o inverno ser dominado novamente pelo calor até que me dou conta que recém é final de abril. Haja cabeça para tanto descongestionante e pesadelos.
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